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26 de set de 2009

Relato do Grupo Gomo

Workshop de criação artística e audiovisual- Gomo

Os artistas do grupo Gomo ministraram oficinas de arte no SESC tijuca, durante as quintas-feiras entre quatro de junho e trinta de julho. Nestes encontros todos os inscritos puderam experimentar da parte teórica, através de conversas diretas, projeções fotográficas, vídeos e textos. E da prática, tendo em mente o objetivo final, que seria uma exposição no Projeto Geringonça de toda a produção desenvolvida durante as oficinas.

No primeiro encontro, no dia quatro de junho, os artistas do Gomo apresentaram suas linhas de trabalhos individuais e do próprio grupo, dando destaque para a experiência positiva de se trabalhar em conjunto. Os alunos se apresentaram e falaram de si e suas expectativas para o curso. Foram abordados vários aspectos da arte contemporânea e seus principais expoentes. Uma abordagem rápida daquilo que iria seguir durante as oficinas. Na práxis, os alunos realizaram uma dinâmica com um trabalho de intervenção urbana do Gomo, o “Gente pisando em gente”, onde a crítica sobre o comportamento cotidiano é questionada. Silhuetas confeccionadas em material EVA, a partir do desenho dos corpos dos próprios alunos, em diferentes expressões, expostos pelo chão, sugeriram diversas indagações. Tal proposta cogitou a possibilidade de se provocar o olhar indiferente ou passivo dos transeuntes, onde o outro pudesse de alguma maneira se reconhecer nessas formas e estabelecer alguma ação ou reflexão.

Na oficina seguinte, Adeildo Roriz (Magoo), um dos integrantes, aplicou a oficina ‘colagens’. No primeiro momento, os participantes sentaram-se em círculo e ouviram a explanação sobre o conceito do trabalho. O artista pôde falar e mostrar alguns trabalhos realizados com esta técnica. Durante a explanação, fotos de alguns trabalhos estavam sendo projetadas, de maneira que os participantes pudessem visualizá-las. Após esta conversa, foram apresentados os materiais que poderiam ser utilizados na parte prática. Foi sugerido como mote para o primeiro trabalho, a situação de crise política vivida no país. Os participantes deveriam criar intervenções, através de colagens, sobre caixas de leite. O tema sugerido foi ‘leite Senado’. A partir desse momento formaram-se duplas de trabalho e partiram para a primeira etapa que seria a montagem da intervenção, e, logo após os recortes e as colagens propriamente ditas. Surgiu então o trabalho ‘leite senado’, que recebeu críticas positivas durante a exposição. Para as duplas que terminaram os trabalhos dentro do horário da oficina, fora proposto um trabalho individual, onde o participante faria colagens em saco de pão, utilizando alguma mensagem recebida via celular. Desta forma, desenvolveu-se a oficina de colagem, com ótima participação dos inscritos e com bom resultado final dos trabalhos.

No dia vinte e cinco de junho a oficina em voga foi sobre performance. Joto iniciou falando sobre tema. Realizou uma espécie de dinâmica que daria o prompt para a criação de um tema individual de performance. Paralelamente, foram realizadas filmagens da aula a fim de utilizarmos o material como vídeo para ser apresentado. Essa idéia não deu muito certo, e ficamos apenas com a experiência da filmagem em sala de aula. De maneira geral a oficina funcionou bem. Houve até um debate sobre o que podemos classificar de performance artística ou performance teatral. Colocamos exemplos e no final a turma foi dividida em duplas para pensar numa proposta utilizando objetos do cotidiano que haviam trazido consigo para a oficina, linkando com a dinâmica apresentada pelo Joto.

Oficina de Stencil – Ministrada por Horácio Dutra

No primeiro momento houve projeções de trabalhos feitos pelos precursores desta arte aqui no Brasil, ainda nos anos 60, influenciados pelo movimento estudantil francês no período de ditadura, mais precisamente em São Paulo.

Mostraram-se, então, algumas obras de artistas como Alex Vallauri, o maior expoente e de grande importância para o desenvolvimento do stencil nacional e referência para os artistas da segunda geração.

Em seguida, os alunos puderam experimentar a técnica do stencil em que a partir da elaboração de diferentes desenhos transformados em máscaras, espécie de matrizes, gabaritos de formas vazadas, com o uso de sprays, eram tingidos sobre papel jornal. Surgiam múltiplas imagens... algumas geométricas, iconográficas, outras mais expressivas. Enfim, uma grande variedade de trabalhos criativos foram realizados pelos alunos, com a arte do stencil, mostrando que essa arte pode ser uma interessante ferramenta de inúmeras possibilidades visuais.

No dia nove do mês corrente, a oficina foi ministrada pelo Julio Ferretti e o assunto foi vídeoarte. Foram citados trabalhos que constavam do livro ‘vídeo arte’ da editora Taschen. Conversamos sobre alguns trabalhos que constavam no livro. Ocorreu uma discussão promissora sobre vídeoarte, curtas e longas holiwoodianos e a dificuldade em como saber distinguir cada um deles. O debate se alongou sobre possibilidades da expressão da arte através do vídeo. Colocamos em prática o primeiro vídeo tendo em mente a apresentação quadro a quadro, com a câmera fixa, pegando takes do mesmo ambiente, mas fazendo a movimentação do personagem. O segundo vídeo foi elaborado com inspiração em um dos trabalhos que estava no livro, onde projeta-se a imagem do personagem sobre um determinado suporte, direcionando a filmagem para a projeção. A experiência com as produções momentâneas foi bastante positiva, os trabalhos vincularam a criatividade do grupo com a preocupação com a qualidade final.

No dia dezesseis de julho a oficina foi sobre escultura. Flávio Villanova começou com a parte teórica, falando da história escultórica desde o período Helênico grego até os dias atuais. Citando e mostrando imagens através de livros de artistas como Michelangelo Buonarot, August Rodin, Degas, Kurt Schwitters, Pablo Picasso, além de Sérgio Camargo e outros brasileiros construtivistas e neo-construtivistas. A explanação de diferentes aspectos estéticos de várias épocas, gerou um amplo debate neste campo. Na parte prática foi utilizado material reciclável trazido pelos próprios alunos. Colando, cortando e aglomerando, os objetos tridimensionais surgiam de acordo com a percepção dos participantes.

No dia vinte e três de julho a oficina teve como intuito a reavaliação dos trabalhos feitos no decorrer das aulas. Uma crítica sobre a produção, as técnicas e conceitos foi proposta a fim de uma avaliação séria e consistente sobre arte. A segunda etapa foi como seria montada a exposição no SESC. Foi proposta à turma a incumbência de avaliar o local e elaborar a melhor forma de expor. Numa discussão construtiva e incentivando o pensar coletivo concluímos a montagem final. Os alunos vivenciaram todos os aspectos do fazer artístico.

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