OLÁÁÁ!!! GERINGONCEIROS!

Se você é poeta, músico, ator, artista plástico, dançarino, aspirante, produtor ou curioso e quer mostrar seu trabalho, estabelecer contatos e somar, venha para o Redemoinho Artístico! E quem sabe mostrar o resultado disso no Amostra Grátis. Reuniões sempre às sextas, 17horas! no SESC Tijuca. Contato: tijuca.geringonca@sescrio.org.br

5 de dez de 2009

Lavagem das Engrenagens no Ginásio do SESC Tijuca, dia 10 de dezembro às 17h com o Sarau do Teatro Mágico!!!

Para celebrar mais um ano de Projeto Geringonça, vem aí a “LAVAGEM DAS ENGRENAGENS”, uma retrospectiva com um pouco do que aconteceu nos “Amostras Grátis” de 2009.
Para que a comemoração seja ainda mais especial, o Geringonça sai de casa: A Lavagem acontecerá na Praça Varnhagen, aqui na Tijuca!

E, como sempre, contamos com uma programação super variada.
Para aquecer os tambores às 16h, teremos o cortejo multiartístico “Ignora vai”!; não deixe de participar!!!
Dê uma olhada em quem vai reaparecer:
Dando início à festa e fazendo a galera dançar: DJ Gringo;

Transversal, Os Chaplins e Passarela 10 na Música;

“Se essa rua fosse minha...” com Du Machado, Dionis Tavares e Luciana Alvim no Teatro;

Tiago Miçanga e Sasquat Som Sistema na Poesia;

Cia Hiran Sereni com o espetáculo “Os Abaeteuaras” na Dança;

“Nunca fui, mas me disseram...” de Priscila Marques, Taisa Moreno,Jaqueline Martins e Verônica Trindade no Plano Geral;
Dona Carlota e VoOdoO You na Moda;
Aline Vargas, Lopan, Marina Pacheco, Thiago Costa e Rosa Antunes nas Artes Plásticas;

E tudo isso mediado pelos “Residentes de 2009”: Cia 2 Banquinhos, Coletivo Pague Leve e Novos gatos do trovão para colocar ordem na bagunça (ou não)!
Ainda contamos com a Participação Especial de São Pedro, nos proporcionando um belo de dia de sol na Praça Varnhagem...
Caso São Pedro fure conosco e tenhamos um belo dia de chuva a Engrenagem vai girar dentro do Sesc Tijuca...
... e para dar o último gás na Engrenagem, o Sarau do Teatro Mágico!!

À partir das 17h, a Geringonça vai rodar na Praça Varnhagen!!!

Dê uma conferida no nosso blog para ir se preparando:
www.projetogeringonca.blogspot.com

Deixe sua sugestão ou comentário!
3238-2168
tijuca.geringonca@sescrio.org.br

21 de nov de 2009

Residência Coletiva em Novembro

Residência coletiva no Redemoinho Artístico- Novembro de 2009

Três grupos residentes do ano de 2009: Novos gatos do trovão, Cia 2 Banquinhos e Coletivo Pague Leve; farão uma residência coletiva no Redemoinho artístico nos dias 27 de novembro e 4 de Dezembro das 17h às 20h no Pátio das Acácias no Sesc Tijuca.

Nas reuniões serão propostos exercícios coletivos, como no Redemoinho Especial...

...estamos de portas abertas para as novas possibilidades!
Venha e traga o seu trabalho!!!

E não perca no dia 10 de Dezembro a Lavagem das Engrenagens com os destaques de 2009 e o resultado do trabalho realizado durante o mês de novembro com os Residentes.


Nos vemos lá!!

Amostra Grátis 26 de novembro no Ginásio do Sesc!!!

AMOSTRA GRÁTIS DIA 26 DE NOVEMBRO!
Dia 26 de novembro acontece o último “Amostra Grátis” de 2009.
Dêem uma olhada em quem estará por aqui:

Na música teremos as bandas: Batalhão de Três (música folclórica), Turma do Bairro (hip hop) e Choque Reverso(pop rock); além do DJ Zod fazendo a galera sacudir o esqueleto.

Na poesia: Guilherme Guimarães e Rodrigo Guará.

Nas artes plásticas: Paulo Lindo, Daurich Hilal e Eduardo Souza.

Na moda: Raiz Carioca com muitas novidades!

No Plano Geral: o curta Hip Hop Sanduba apresenta “Missão Possível” de Careca Arts.
No teatro: Martinus van Beeck apresentando “A História de Jerry e o Cachorro”.

E Heyk colocando (des)ordem na bagunça!

Como precisamos de energia extra pra ver tudo isso, teremos comida paraense para a alegria geral...

... e ainda a participação especial dos Residentes de 2009: Coletivo Pague Leve, Cia 2 banquinhos e Novos gatos do trovão; além da presença de Vitor Paiva, Botika e convidados que realizaram a oficina “Poética nos Olhos” em outubro e novembro apresentando o resultado desses dois meses de trabalho .

DIA 26/11, À PARTIR DAS 17H, NO SESC TIJUCA!
EXCEPCIONALMENTE NO GINÁSIO!
E COMO O PRÓPRIO NOME DIZ... A AMOSTRA É GRÁTIS!

24 de out de 2009

Redemoinho Artístico Especial!!!

14 de out de 2009

Relatório Final de Atividades Oficina Jogo Coreográfico Sesc Tijuca

Relatório Final de Atividades Oficina Jogo Coreográfico

Sesc Tijuca


Direção Lígia Tourinho

Assistente Carol Boa Nova

www.jogocoreografico.com

ligia.tourinho@gmail.com

21 99471901


Apresentação

O Projeto Jogo Coreográfico é uma proposta interativa e divertida sob estrutura e forma de jogo com o objetivo de construir danças. Consiste em uma prática criativa: um processo de criação que não se esgota com o produto, a obra que é o próprio processo, valorizando a experiência viva e a manifestação das singularidades.

Este Projeto deu início a Oficina no Sesc Tijuca no dia 13 de Agosto de 2009. O objetivo da oficina foi apresentar o conteúdo pedagógico do Jogo Coreográfico, explorar o fenômeno da composição coreográfica e desenvolver a montagem da Performance Jogo Coreográfico com os participantes da oficina com uma exposição de fotos do processo, por isso esta atividade possui uma característica de Oficina/ Montagem.

O grupo de inscritos apresentou um perfil diversificado, composto por artistas profissionais e artistas por amor, amadores; jovens, adultos e representantes da melhor idade. Um grupo tão diverso unido por um mesmo fim, a construção de danças. A proposta do Jogo Coreográfico demonstrou-se capaz de absorver este grupo eclético respeitando as necessidades e especificidades individuais.

Ao longo das atividades realizadas durante a Oficina temos percebido que as propostas de dança dentro de um contexto de improvisação e interatividade acontecem em um ambiente de descontração e diversão e também atingem o campo do entretenimento através da dança. Os participantes se divertem construindo danças, compreendem algumas das ferramentas da composição coreográfica, experimentam suas próprias poéticas e vivenciam um fluxo grande de idéias coreográficas e possibilidades.

Nossas atividades também possuem a função de disseminação do conteúdo da dança enquanto área de conhecimento respeitando as individualidades dos intérpretes, valorizando uma cultura de pesquisa de movimento e não de passos, códigos e modelos, respeitando assim a diversidade dos participantes e valorizando suas habilidades e poéticas individuais.

Datas das atividades da oficina:

13, 20 e 27 de agosto de 2009.

3, 10, 17, 22 e 24 de setembro de 2009.


Cronograma percorrido

Data

Atividade

13 de agosto

Apresentação do projeto

20 de agosto

Experimentação dos princípios e ferramentas do projeto

27 de agosto

3 de setembro

Experimentação dos princípios e ferramentas do projeto. Exploração da metodologia do Jogo Coreográfico.

10 de setembro

17 de setembro

Montagem da performance

22 de setembro

Ensaio Geral

24 de setembro

Apresentação da performance

Conteúdos trabalhados em sala de aula

A Oficina de dança contemporânea do Projeto Jogo Coreográfico possui uma estruturação pedagógica transdisciplinar, conjugando elementos referentes ao entendimento e experimentação de ferramentas da dança, composição coreográfica, musicalidade e jogo. As artistas que ministram a residência atuaram coletivamente em todos os encontros estabelecendo as relações entre os elementos da oficina de forma integrada e indivisível.

Didaticamente podemos separar os princípios e procedimentos que foram experimentados, porém ao longo do processo da residência eles foram abordados de forma integral, como já reforçamos:

- atividades de construção em coletivo com a finalidade de construir um espírito de grupo entre os artistas/ participantes (de time) reforçando a idéia de que juntos construirão algo para alguém (público);

- atividades de pesquisa de movimento (exploração das ferramentas da dança utilizadas no Jogo);

- atividades de exploração e relação da estrutura musical do espetáculo (a mesa de CDs variados);

- elementos de técnica da dança (exploração das articulações e dos pontos de iniciação de movimento do corpo);

- estudo sobre a imitação (apresentação e aprofundamento do conceito de imitação usado no Jogo Coreográfico);

- dinâmicas de exploração de ocupação espacial (jogos de platôs e corêutica);

- exploração das potencialidades expressivas e de manipulação da atenção corpórea (estudo sobre o estado de cena).

Além destes elementos experimentamos o Jogo Coreográfico como instrumento de investigação da composição coreográfica e como processo de criação de montagem performática.

Argumento da performance - obra coreográfica

A Performance Jogo Coreográfico é uma proposta coreográfica interativa e divertida onde público e intérpretes se juntam para construir danças. É baseada nas teorias de jogo e na ideia de que o fenômeno da coreografia é um ato íntimo, só pode ser estudado com intimidade e prática. O jogo é fundamento, metodologia e mecanismo de articulação das ferramentas da dança, que são previamente estabelecidas no começo da performance.

A articulação dessas ferramentas da dança também é feita a partir de alguns princípios, que são;

“estado de cena”: estado de atenção nas ações que estão sendo desenvolvidas durante o jogo. Voltar toda a corporeidade para o que se passa no presente sem antecipar o que pode estar por vir ou se deter sobre o que já passou. Prontidão para aquilo que acontece naquele momento do jogo;

Princípio da imitação: perceber o impulso do movimento do outro e imitá-lo a partir do impulso e não da forma, do ponto de iniciação do movimento, e deixar que o desenho do corpo no espaço seja consequência do impulso inicial.

Apesar de lúdico e por isso, geralmente esta experiência gera divertimento aos participantes, este é um jogo sério que parte uma experiência corpórea para o desenvolvimento do intérprete e/ou coreógrafo e tem como finalidade o exercício da arte da coreografia, o exercício cênico de construir um material coreográfico com o outro e para o outro.

A performance foi apresentada através de uma vinheta explicativa e dividida em 2 partes: 1. Só jogou a ficha técnica; 2. o público pôde jogar na condição de jogador coreógrafo.


Participantes:

Uma das regras da oficina era de que os participantes não poderiam faltar. Os nomes abaixo participaram de todas as atividades e da apresentação e exposição de fotos.

1 Lita Sahun

2 Gioconda Marques da Silva

3 Flávia Muniz

4 Aline Brito

5 Iandara da Conceição Ferreira

6 Irani Vitória Santana Lourenço

7 Nancy Arregue Titara

8 Tarcila Teixeira

9 Bruna Faccini

10 Raphael Barbosa

11 Roberta Siqueira Alves

12 Leonardo de Jesus

13 Sandro dos Santos Gomes

14 Marina Siruffo

15 Isabela Iglesias

16 Cremilda

17 Marina Pacheco (fotógrafa)









4 de out de 2009

Grupo Residente: Intervenha


2 de out de 2009

Oficina POÉTICA NOS OLHOS - Currículos


Thiare Maia e Fernanda Felix são atrizes e performers, e desde 2005, fazem parte do trabalho colaborativo de linguagem em teatro chamado Invisível Cia., fazendo performances como Córtex, apresentado no Festival riocenacontemporânea, no Rio de Janeiro, e Limite, que já participou de vários festivais pelo Brasil, como Feverestival, em Campinas, e Histórias Improváveis, em Lisboa. Ambas também fazem parte do coletivo Pequeno Orquestra, que apresentou em 2008 o espetáculo Madrigal Em Processo, que continuará em cartaz no Espaço Cultural Sérgio Porto, em 2010.

Daniel Castanheira é graduado em Filosofia pela PUC-Rio e Mestre em estudos culturais e literatura brasileira pelo Departamento de Letras da PUC-Rio. Cursou maîtrise também em filosofia na universidade Paris VIII-Saint Denis, na França. É músico e artista sonoro, e também faz parte do grupo Hapax. É membro também do duo Doenzza, dedicado à manipulação sonora ao vivo a partir de laptops. Além disso, trabalha com áudio e música na área de cinema e teatro, dá aulas de música na UERJ, e participa, como baterista, percussionista e baixista, da banda AVA.

Ericson Pires é poeta, performer e professor do Instituto de Artes da UERJ. Doutor em Estudos de Literatura e Cultura pela PUC-Rio e autor de "Cinema de Garganta" (Ed. Azougue) e "Zé Celso Oficina Uzyna de corpos" (Ed. Anna Blume) e “Cidade Ocupada” (Ed. Aeroplano). É integrante e fundador do Coletivo Hapax, grupo de arte sônica, arte sonora, marcado pela densa experimentação de suportes não-usuais e "transitivos". Realizador do CD O que está acontecendo, do Hapax.

Miguel Jost possui graduação em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2004) e mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2007). Com a tese Re(des)organizando o movimento: Um olhar sobre a música popular brasileira na década de 70, de 2007. Atualmente é doutorando e pesquisador veiculado ao Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Doutorado em andamento em Letras (Conceito CAPES 5), com a tese O corpo como estratégia narrativa na música popular brasileira. É bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Além disso, editou, com Sérgio Cohn, o livro Bondinho, coletânea de entrevistas e reportagens da revista independente homônima, publicada na década de 70. Coordenou também o livro, pela editora Azougue.

Alexandre Vogler é artista plástico. Mestre em linguagens visuais pela UFRJ, com graduação em pintura pela mesma instituição. É professor do Instituto de Artes da UERJ. Participou da coordenação dos projetos Zona Franca (Fundição Progresso, 2001) e Alfândega (Armazém do Rio, 2003). Idealizador e coordenador do Projeto Atrocidades Maravilhosas de Intervenção Urbana, no Rio de Janeiro, em 2000. Trabalhou como artista residente na cidade do Porto, em Portugal, no ano de 2000. Publicou e expôs nas mais importantes revistas e galerias do país, além de expor seus trabalhos em diversos países como Alemanha, EUA, Itália e Holanda.

Vitor Paiva nasceu no Rio de Janeiro. É músico e compositor, jornalista e escritor. Como jornalista, publicou em diversas revistas e jornais, como Jornal do Brasil, Bundas, OPasquim21, Revista da MTV e Outracoisa. Escreveu e apresentou o quadro musical do programa de TV Comentário Geral, da TVE, por seis anos. Lançou os livros Tudo que Não é Cavalo (Ed. Cavídeo) e Boca Aberta (Ed. Confraria do Vento). Participou da produção e apresentação do evento de arte CEP 20000 por 3 anos. É baixista e compositor da banda Os Outros, que lançou, pelo selo Bolacha Discos, o disco Nós Somos Os Outros.

Botika é um músico e escritor carioca. Participou da produção e apresentação do evento de arte CEP 20000 por 4 anos. Fundou o evento Tudo é Palco, no SESC Tijuca, e o apresentou e produziu por um ano. Estrelou, ao lado de Zezé Polessa, o espetáculo A Mulher que Matou os Peixes. Publicou o livro Uma Autobiografia de Lucas Frizzo (Ed. Azougue). É vocalista e compositor da banda Os Outros, que lançou, pelo selo Bolacha Discos, o disco Nós Somos Os Outros. Seu segundo livro, Búfalo, será lançado pela editora Língua Geral ainda esse ano.

26 de set de 2009

Relato do Grupo Gomo

Workshop de criação artística e audiovisual- Gomo

Os artistas do grupo Gomo ministraram oficinas de arte no SESC tijuca, durante as quintas-feiras entre quatro de junho e trinta de julho. Nestes encontros todos os inscritos puderam experimentar da parte teórica, através de conversas diretas, projeções fotográficas, vídeos e textos. E da prática, tendo em mente o objetivo final, que seria uma exposição no Projeto Geringonça de toda a produção desenvolvida durante as oficinas.

No primeiro encontro, no dia quatro de junho, os artistas do Gomo apresentaram suas linhas de trabalhos individuais e do próprio grupo, dando destaque para a experiência positiva de se trabalhar em conjunto. Os alunos se apresentaram e falaram de si e suas expectativas para o curso. Foram abordados vários aspectos da arte contemporânea e seus principais expoentes. Uma abordagem rápida daquilo que iria seguir durante as oficinas. Na práxis, os alunos realizaram uma dinâmica com um trabalho de intervenção urbana do Gomo, o “Gente pisando em gente”, onde a crítica sobre o comportamento cotidiano é questionada. Silhuetas confeccionadas em material EVA, a partir do desenho dos corpos dos próprios alunos, em diferentes expressões, expostos pelo chão, sugeriram diversas indagações. Tal proposta cogitou a possibilidade de se provocar o olhar indiferente ou passivo dos transeuntes, onde o outro pudesse de alguma maneira se reconhecer nessas formas e estabelecer alguma ação ou reflexão.

Na oficina seguinte, Adeildo Roriz (Magoo), um dos integrantes, aplicou a oficina ‘colagens’. No primeiro momento, os participantes sentaram-se em círculo e ouviram a explanação sobre o conceito do trabalho. O artista pôde falar e mostrar alguns trabalhos realizados com esta técnica. Durante a explanação, fotos de alguns trabalhos estavam sendo projetadas, de maneira que os participantes pudessem visualizá-las. Após esta conversa, foram apresentados os materiais que poderiam ser utilizados na parte prática. Foi sugerido como mote para o primeiro trabalho, a situação de crise política vivida no país. Os participantes deveriam criar intervenções, através de colagens, sobre caixas de leite. O tema sugerido foi ‘leite Senado’. A partir desse momento formaram-se duplas de trabalho e partiram para a primeira etapa que seria a montagem da intervenção, e, logo após os recortes e as colagens propriamente ditas. Surgiu então o trabalho ‘leite senado’, que recebeu críticas positivas durante a exposição. Para as duplas que terminaram os trabalhos dentro do horário da oficina, fora proposto um trabalho individual, onde o participante faria colagens em saco de pão, utilizando alguma mensagem recebida via celular. Desta forma, desenvolveu-se a oficina de colagem, com ótima participação dos inscritos e com bom resultado final dos trabalhos.

No dia vinte e cinco de junho a oficina em voga foi sobre performance. Joto iniciou falando sobre tema. Realizou uma espécie de dinâmica que daria o prompt para a criação de um tema individual de performance. Paralelamente, foram realizadas filmagens da aula a fim de utilizarmos o material como vídeo para ser apresentado. Essa idéia não deu muito certo, e ficamos apenas com a experiência da filmagem em sala de aula. De maneira geral a oficina funcionou bem. Houve até um debate sobre o que podemos classificar de performance artística ou performance teatral. Colocamos exemplos e no final a turma foi dividida em duplas para pensar numa proposta utilizando objetos do cotidiano que haviam trazido consigo para a oficina, linkando com a dinâmica apresentada pelo Joto.

Oficina de Stencil – Ministrada por Horácio Dutra

No primeiro momento houve projeções de trabalhos feitos pelos precursores desta arte aqui no Brasil, ainda nos anos 60, influenciados pelo movimento estudantil francês no período de ditadura, mais precisamente em São Paulo.

Mostraram-se, então, algumas obras de artistas como Alex Vallauri, o maior expoente e de grande importância para o desenvolvimento do stencil nacional e referência para os artistas da segunda geração.

Em seguida, os alunos puderam experimentar a técnica do stencil em que a partir da elaboração de diferentes desenhos transformados em máscaras, espécie de matrizes, gabaritos de formas vazadas, com o uso de sprays, eram tingidos sobre papel jornal. Surgiam múltiplas imagens... algumas geométricas, iconográficas, outras mais expressivas. Enfim, uma grande variedade de trabalhos criativos foram realizados pelos alunos, com a arte do stencil, mostrando que essa arte pode ser uma interessante ferramenta de inúmeras possibilidades visuais.

No dia nove do mês corrente, a oficina foi ministrada pelo Julio Ferretti e o assunto foi vídeoarte. Foram citados trabalhos que constavam do livro ‘vídeo arte’ da editora Taschen. Conversamos sobre alguns trabalhos que constavam no livro. Ocorreu uma discussão promissora sobre vídeoarte, curtas e longas holiwoodianos e a dificuldade em como saber distinguir cada um deles. O debate se alongou sobre possibilidades da expressão da arte através do vídeo. Colocamos em prática o primeiro vídeo tendo em mente a apresentação quadro a quadro, com a câmera fixa, pegando takes do mesmo ambiente, mas fazendo a movimentação do personagem. O segundo vídeo foi elaborado com inspiração em um dos trabalhos que estava no livro, onde projeta-se a imagem do personagem sobre um determinado suporte, direcionando a filmagem para a projeção. A experiência com as produções momentâneas foi bastante positiva, os trabalhos vincularam a criatividade do grupo com a preocupação com a qualidade final.

No dia dezesseis de julho a oficina foi sobre escultura. Flávio Villanova começou com a parte teórica, falando da história escultórica desde o período Helênico grego até os dias atuais. Citando e mostrando imagens através de livros de artistas como Michelangelo Buonarot, August Rodin, Degas, Kurt Schwitters, Pablo Picasso, além de Sérgio Camargo e outros brasileiros construtivistas e neo-construtivistas. A explanação de diferentes aspectos estéticos de várias épocas, gerou um amplo debate neste campo. Na parte prática foi utilizado material reciclável trazido pelos próprios alunos. Colando, cortando e aglomerando, os objetos tridimensionais surgiam de acordo com a percepção dos participantes.

No dia vinte e três de julho a oficina teve como intuito a reavaliação dos trabalhos feitos no decorrer das aulas. Uma crítica sobre a produção, as técnicas e conceitos foi proposta a fim de uma avaliação séria e consistente sobre arte. A segunda etapa foi como seria montada a exposição no SESC. Foi proposta à turma a incumbência de avaliar o local e elaborar a melhor forma de expor. Numa discussão construtiva e incentivando o pensar coletivo concluímos a montagem final. Os alunos vivenciaram todos os aspectos do fazer artístico.

19 de set de 2009



Relatório Jogo Coreográfico

Relatório de Atividades Oficina Jogo Coreográfico – SESC Tijuca

Direção Lígia Tourinho
Assistente Carol Boa Nova



O Projeto Jogo Coreográfico é uma proposta interativa e divertida sob estrutura e forma de jogo com o objetivo de construir danças. Consiste em uma prática criativa: um processo de criação que não se esgota com o produto, a obra que é o próprio processo, valorizando a experiência viva e a manifestação das singularidades.
Este Projeto deu início a Oficina no SESC Tijuca no dia 13 de agosto de 2009. O objetivo da oficina foi apresentar o conteúdo pedagógico do Jogo Coreográfico, explorar o fenômeno da composição coreográfica e desenvolver a montagem da Performance Jogo Coreográfico com os participantes da oficina, por isso esta atividade possui uma característica de Oficina/Montagem.
O grupo de inscritos apresentou um perfil diversificado, composto por artistas profissionais e artistas por amor, amadores; jovens, adultos e representantes da melhor idade. Um grupo tão diverso unido por um mesmo fim, a construção de danças. A proposta do Jogo Coreográfico demonstrou-se capaz de absorver este grupo eclético respeitando as necessidades e especificidades individuais.
Ao longo das atividades realizadas durante a Oficina temos percebido que as propostas de dança dentro de um contexto de improvisação e interatividade acontecem em um ambiente de descontração e diversão e também atingem o campo do entretenimento através da dança. Os participantes se divertem construindo danças, compreendem algumas das ferramentas da composição coreográfica, experimentam suas próprias poéticas e vivenciam um fluxo grande de idéias coreográficas e possibilidades.
Nossas atividades também possuem a função de disseminação do conteúdo da dança enquanto área de conhecimento respeitando as individualidades dos intérpretes, bem como valorizando uma cultura de pesquisa de movimento e não de passos, códigos e modelos, respeitando assim a diversidade dos participantes e valorizando suas habilidades e poéticas individuais.

Relato Pague e Leve




RELATÓRIO – Exercício Coletivo
Residentes: Coletivo Pague Leve



Primeira impressão:

Ficamos muito surpresos com o acolhimento da equipe do Geringonça. Tanto na parte estrutural quanto a afetiva. Sentimos em casa, tendo o prazer de sermos escutados e nossas propostas acatadas com tanta naturalidade.
Desde o princípio, quando o SESC nos convidou para residir no Redemoinho Artístico, pensamos em trazer a metodologia de colaboração e auto-gestão criativa que usamos em nossos trabalhos a favor da troca que íamos estabelecer com os artistas e seus materiais.
Impressionou a disponibilidade de pessoas tão jovens, que inicialmente poderíamos fazer uma leitura de imaturidade, mas que caiu por terra quando conhecemos os artistas, que mesmo apesar dos fluxos rotativos e impermanência do grupo maior, um grupo mais seletivo foi sendo formado e com essa constância que estabelecemos para trabalhar, nós conseguimos entender melhor a língua deles e eles a nossa.
Como a identidade do projeto faz com que ele tenha esse caráter de multi linguagens, o que permite que pessoas com todo tipo de bagagem profissional/experiencial possam participar, vimos que isso tinha a cara do Coletivo Pague Leve, essa generosidade (do projeto, dos membros do projeto, produtores /estagiários, os artistas e o próprio público) nos moveu a abrir com os artistas e com o público nossa metodologia e construir algo mais complexo, que é lidar com todos os materiais dos artistas (tanto seus trabalhos, quanto suas idéias, suas disponibilidades e seus corpos) e potencializar seus próprios trabalhos e também suas próprias buscas.


TUDO É CENA!
Ponto de partida para criar e agir.


No primeiro dia, realizamos uma espécie de jogo relacional muito simples. Todos nós criamos um mapa de apresentação pessoal. Uma forma física de se apresentar, sem necessariamente ser convencional. Ao invés de conhecer as pessoas dentro das conquistas, realizações ou produtividade deles, queríamos conhecer como elas se enxergavam e como isso poderia ser um ponto de partida interessante cenicamente.

Nesse dia, chegamos a conclusão do quanto a simplicidade e a responsabilidade conjunta fazem com que a cena se sustente.
Criamos a ferramenta de que tudo é cena.

Assim foi iniciado o processo de sustentabilidade da cena por meio de:

ações simples
improvisações
relação com objetos (que serviam como links para que a cena prosseguisse ou mudasse de rumo)
material de cada um (música, vídeo, corpo, poema, fala).


CENA GALERIA
Formato da apresentação do dia 28.


Nosso desejo é que esses encontros fossem alavancas para a criação dos artistas e um caminho verdadeiro de colaboração e interatividade por todos os lados.
Nossos três encontros foram experimentais, e não apenas preparativos ensaiados para se chegar a algo pronto.
Partimos da imagem de uma exposição numa galeria. Os artistas escolhem num primeiro momento um lugar no espaço e delimitam esse lugar. O público escolhe o que quer assistir, e em que momento assistir.
Isso promove uma liberdade de escolha em diversos aspectos, da parte do artista, que delimita o tempo, o espaço e o que ele quer mostrar (assim eles têm a possibilidade de mostrar seu material original) e da parte do público que tem passe livre pela cena.

No segundo momento o jogo está lançado, e os artistas disponibilizam seus materiais para que juntos possamos reverter, somar, contrapor com tudo que está em cena.


AGENTE VIP – Passe livre para intervir na cena.

Criamos essa outra ferramenta para que o público tenha a opção de virar um agente do que está inicialmente apenas assistindo (para que o público possa ser artista na cena).
Este passe era entregue aos publientes que comprassem uma dança no cardápio da performance do Pague Leve.




CONCLUSÕES FINAIS


A pegada do grupo residente dá o tom de construção do Redemoinho Especial (sarau, show/ performático, cênico).

TV Geringonça

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