19 de set. de 2009
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GERINGONÇA
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Relatório Jogo Coreográfico
Direção Lígia Tourinho
Assistente Carol Boa Nova
O Projeto Jogo Coreográfico é uma proposta interativa e divertida sob estrutura e forma de jogo com o objetivo de construir danças. Consiste em uma prática criativa: um processo de criação que não se esgota com o produto, a obra que é o próprio processo, valorizando a experiência viva e a manifestação das singularidades.
Este Projeto deu início a Oficina no SESC Tijuca no dia 13 de agosto de 2009. O objetivo da oficina foi apresentar o conteúdo pedagógico do Jogo Coreográfico, explorar o fenômeno da composição coreográfica e desenvolver a montagem da Performance Jogo Coreográfico com os participantes da oficina, por isso esta atividade possui uma característica de Oficina/Montagem.
O grupo de inscritos apresentou um perfil diversificado, composto por artistas profissionais e artistas por amor, amadores; jovens, adultos e representantes da melhor idade. Um grupo tão diverso unido por um mesmo fim, a construção de danças. A proposta do Jogo Coreográfico demonstrou-se capaz de absorver este grupo eclético respeitando as necessidades e especificidades individuais.
Ao longo das atividades realizadas durante a Oficina temos percebido que as propostas de dança dentro de um contexto de improvisação e interatividade acontecem em um ambiente de descontração e diversão e também atingem o campo do entretenimento através da dança. Os participantes se divertem construindo danças, compreendem algumas das ferramentas da composição coreográfica, experimentam suas próprias poéticas e vivenciam um fluxo grande de idéias coreográficas e possibilidades.
Nossas atividades também possuem a função de disseminação do conteúdo da dança enquanto área de conhecimento respeitando as individualidades dos intérpretes, bem como valorizando uma cultura de pesquisa de movimento e não de passos, códigos e modelos, respeitando assim a diversidade dos participantes e valorizando suas habilidades e poéticas individuais.
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Marcadores: Oficinas, redemoinho artístico especial
Relato Pague e Leve
Residentes: Coletivo Pague Leve
Primeira impressão:
Ficamos muito surpresos com o acolhimento da equipe do Geringonça. Tanto na parte estrutural quanto a afetiva. Sentimos em casa, tendo o prazer de sermos escutados e nossas propostas acatadas com tanta naturalidade.
Desde o princípio, quando o SESC nos convidou para residir no Redemoinho Artístico, pensamos em trazer a metodologia de colaboração e auto-gestão criativa que usamos em nossos trabalhos a favor da troca que íamos estabelecer com os artistas e seus materiais.
Impressionou a disponibilidade de pessoas tão jovens, que inicialmente poderíamos fazer uma leitura de imaturidade, mas que caiu por terra quando conhecemos os artistas, que mesmo apesar dos fluxos rotativos e impermanência do grupo maior, um grupo mais seletivo foi sendo formado e com essa constância que estabelecemos para trabalhar, nós conseguimos entender melhor a língua deles e eles a nossa.
Como a identidade do projeto faz com que ele tenha esse caráter de multi linguagens, o que permite que pessoas com todo tipo de bagagem profissional/experiencial possam participar, vimos que isso tinha a cara do Coletivo Pague Leve, essa generosidade (do projeto, dos membros do projeto, produtores /estagiários, os artistas e o próprio público) nos moveu a abrir com os artistas e com o público nossa metodologia e construir algo mais complexo, que é lidar com todos os materiais dos artistas (tanto seus trabalhos, quanto suas idéias, suas disponibilidades e seus corpos) e potencializar seus próprios trabalhos e também suas próprias buscas.
TUDO É CENA!
Ponto de partida para criar e agir.
No primeiro dia, realizamos uma espécie de jogo relacional muito simples. Todos nós criamos um mapa de apresentação pessoal. Uma forma física de se apresentar, sem necessariamente ser convencional. Ao invés de conhecer as pessoas dentro das conquistas, realizações ou produtividade deles, queríamos conhecer como elas se enxergavam e como isso poderia ser um ponto de partida interessante cenicamente.
Nesse dia, chegamos a conclusão do quanto a simplicidade e a responsabilidade conjunta fazem com que a cena se sustente.
Criamos a ferramenta de que tudo é cena.
Assim foi iniciado o processo de sustentabilidade da cena por meio de:
ações simples
improvisações
relação com objetos (que serviam como links para que a cena prosseguisse ou mudasse de rumo)
material de cada um (música, vídeo, corpo, poema, fala).
CENA GALERIA
Formato da apresentação do dia 28.
Nosso desejo é que esses encontros fossem alavancas para a criação dos artistas e um caminho verdadeiro de colaboração e interatividade por todos os lados.
Nossos três encontros foram experimentais, e não apenas preparativos ensaiados para se chegar a algo pronto.
Partimos da imagem de uma exposição numa galeria. Os artistas escolhem num primeiro momento um lugar no espaço e delimitam esse lugar. O público escolhe o que quer assistir, e em que momento assistir.
Isso promove uma liberdade de escolha em diversos aspectos, da parte do artista, que delimita o tempo, o espaço e o que ele quer mostrar (assim eles têm a possibilidade de mostrar seu material original) e da parte do público que tem passe livre pela cena.
No segundo momento o jogo está lançado, e os artistas disponibilizam seus materiais para que juntos possamos reverter, somar, contrapor com tudo que está em cena.
AGENTE VIP – Passe livre para intervir na cena.
Criamos essa outra ferramenta para que o público tenha a opção de virar um agente do que está inicialmente apenas assistindo (para que o público possa ser artista na cena).
Este passe era entregue aos publientes que comprassem uma dança no cardápio da performance do Pague Leve.
CONCLUSÕES FINAIS
A pegada do grupo residente dá o tom de construção do Redemoinho Especial (sarau, show/ performático, cênico).
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Marcadores: redemoinho artístico especial

