No Workshow do próximo Amostra Grátis, dia 30 de Outubro, teremos o prazer de contar com a participação do grupo as Chicas - uma das mais promissoras bandas de MPB dos últimos anos. Formada por Isadora Medella, Amora Pêra, Fernanda Gonzaga e Paula Leal.
Para quem ainda não conhece o trabalho do quarteto ou quer ir se preparando para a apresentação, confira os vídeos abaixo!
Gostou? Quer saber quem vai se apresentar junto com as Chicas no Workshow? Então não perca nossas próximas atualizações!
10 de out. de 2008
Amostra Grátis de Outubro
Por
GERINGONÇA
às
14:02
0
comentários
Marcadores: Amostra Grátis, Workshow
9 de out. de 2008
Relatório Final - Pintura Mural Coletiva
RELATÓRIO FINAL - PINTURA MURAL COLETIVA
Jorge Duarte
Dividir a concepção de obras nas artes visuais é um procedimento que tem sido incomum ao longo da história. Mais recentemente duplas como a francesa Annie e Patrick Poirier ou os célebres Gilbert and George, ingleses que atuam desde 1969, desenvolveram com sucesso internacional carreiras em dupla. No Brasil a dupla PAULAGABRIELA desenvolve a partir de 1998 uma carreira que vem cada vez mais se consolidando. Mais comum são coletivos de artistas criados para defender interesses comuns, produção de eventos e divulgação de obras, respondendo cada um, no entanto, pela criação solitária de suas obras. Chamam atenção neste terreno vários grupos de grafiteiros que desenvolvem criações coletivas. Mas, se são ainda iniciativas numericamente insignificantes diante das produções individuais, parecem ser uma tendência crescente no meio de arte.
Quando propus a oficina Pintura Mural Coletiva, dentro de um programa geral do Projeto Geringonça voltado para a questão da Intervenção Urbana, pensei a cidade como um espaço que, pelas condições especiais de trabalho que oferece, favorece o surgimento do trabalho em equipe. Seja por causa dos grandes formatos que requerem as obras, condições de conforto e estrutura material mais precários, pela necessidade de maior velocidade de execução, condições de segurança e até mesmo possíveis repressões, a rua convida mais ao agrupamento.
O desafio lançado a mim pela oficina foi o de reunir um grupo onde poucos se conheciam, e me juntar a ele numa aventura de criação inédita para a maioria. Tive a sorte de ver reunido um grupo onde todos tinham já alguma familiaridade com a arte. Jovens artistas, a maioria estudantes de arte antenados com a contemporaneidade e com algum domínio técnico de desenho e pintura. Como sempre faço nestas situações, inicialmente apresentei e comentei meu próprio trabalho, e em seguida cada participante também se apresentou. Assumi então o papel de coordenador ao invés de professor, coerente com a idéia de criação coletiva.
As discussões se seguiram em torno do problema da criação coletiva, estratégia de trabalho e um ponto de partida para a ação. Discutimos a adoção ou não de um tema central e acabamos, por fim, optando por um tema que homenagearia o próprio Projeto Geringonça, nos propondo a criar algo como uma “geringonça visual”, um mecanismo centrado no movimento visual e na acoplagem de “peças” a serem criadas por cada um e abertas à interferências de todos. Me parece que esta estratégia acabou garantido ao painel uma unidade visual pouco esperada diante das diversas faturas pessoais, que acabaram se mesclando por toda a superfície.
Resta ressaltar o caráter lúdico do desenrolar das sessões, a harmonia nas relações interpessoais e a tranqüilidade com que cada um pode continuar detalhes alheios sem ressentimentos ou egos feridos. Fica para mim um grande aprendizado e a felicidade de ter convivido com um grupo que me trouxe novos amigos.
Quero agradecer a toda a equipe de trabalho SESC Tijuca, pelo cuidado e pela competência com os quais viabilizaram a realização desta oficina.
Jorge Duarte
Jorge Duarte
Dividir a concepção de obras nas artes visuais é um procedimento que tem sido incomum ao longo da história. Mais recentemente duplas como a francesa Annie e Patrick Poirier ou os célebres Gilbert and George, ingleses que atuam desde 1969, desenvolveram com sucesso internacional carreiras em dupla. No Brasil a dupla PAULAGABRIELA desenvolve a partir de 1998 uma carreira que vem cada vez mais se consolidando. Mais comum são coletivos de artistas criados para defender interesses comuns, produção de eventos e divulgação de obras, respondendo cada um, no entanto, pela criação solitária de suas obras. Chamam atenção neste terreno vários grupos de grafiteiros que desenvolvem criações coletivas. Mas, se são ainda iniciativas numericamente insignificantes diante das produções individuais, parecem ser uma tendência crescente no meio de arte.
Quando propus a oficina Pintura Mural Coletiva, dentro de um programa geral do Projeto Geringonça voltado para a questão da Intervenção Urbana, pensei a cidade como um espaço que, pelas condições especiais de trabalho que oferece, favorece o surgimento do trabalho em equipe. Seja por causa dos grandes formatos que requerem as obras, condições de conforto e estrutura material mais precários, pela necessidade de maior velocidade de execução, condições de segurança e até mesmo possíveis repressões, a rua convida mais ao agrupamento.
O desafio lançado a mim pela oficina foi o de reunir um grupo onde poucos se conheciam, e me juntar a ele numa aventura de criação inédita para a maioria. Tive a sorte de ver reunido um grupo onde todos tinham já alguma familiaridade com a arte. Jovens artistas, a maioria estudantes de arte antenados com a contemporaneidade e com algum domínio técnico de desenho e pintura. Como sempre faço nestas situações, inicialmente apresentei e comentei meu próprio trabalho, e em seguida cada participante também se apresentou. Assumi então o papel de coordenador ao invés de professor, coerente com a idéia de criação coletiva.
As discussões se seguiram em torno do problema da criação coletiva, estratégia de trabalho e um ponto de partida para a ação. Discutimos a adoção ou não de um tema central e acabamos, por fim, optando por um tema que homenagearia o próprio Projeto Geringonça, nos propondo a criar algo como uma “geringonça visual”, um mecanismo centrado no movimento visual e na acoplagem de “peças” a serem criadas por cada um e abertas à interferências de todos. Me parece que esta estratégia acabou garantido ao painel uma unidade visual pouco esperada diante das diversas faturas pessoais, que acabaram se mesclando por toda a superfície.
Resta ressaltar o caráter lúdico do desenrolar das sessões, a harmonia nas relações interpessoais e a tranqüilidade com que cada um pode continuar detalhes alheios sem ressentimentos ou egos feridos. Fica para mim um grande aprendizado e a felicidade de ter convivido com um grupo que me trouxe novos amigos.
Quero agradecer a toda a equipe de trabalho SESC Tijuca, pelo cuidado e pela competência com os quais viabilizaram a realização desta oficina.
Jorge Duarte
Por
GERINGONÇA
às
12:15
0
comentários
Marcadores: Realejo ArtesAndAndo
Mural do projeto Geringonça
Mural do projeto Geringonça
Deneir de Souza Martins
Sugerido por Jorge Duarte, iniciei a minha discussão com os integrantes das oficinas e outros ouvintes mostrando a minha experiência como arte-educador, mostrei trabalhos em arte pública, principalmente, murais coletivos. Falei sobre o Grupo Imaginário Periférico que fundamos em 2002, hoje com mais de trezentos artistas plásticos. Em seguida, relatei uma intervenção do Projeto Murais Urbanos com pintura mural realizada durante três meses com alunos da Escola Municipal Martin Luther King na cidade do Rio de Janeiro e finalmente mencionei a realização de vários murais no interior do Estado nas unidades da Fundação para a Infância e Adolescência – FIA com portadores de necessidades especiais. Para mostrar melhor estas experiências utilizamos imagens de um datashow e Jorge Duarte analisou e mostrou fotos do processo de execução do mural coordenado por ele.
Com relação ao mural produzido pelos integrantes das oficinas, o resultado foi muito impactante, principalmente pelo fato de ter sido orientado por um artista com a experiência de Jorge Duarte. No primeiro momento, vi no centro do mural, de forma quase abstrata, a imagem de uma geringonça rodeada por vários signos com muita força expressiva e visual. A composição não se limitava apenas a imagens elementares apresentando ótima expressão gráfica e utilizando temas, formas, texturas e cores fortes, predominando várias tonalidades de vermelhos, laranjas e amarelos. Os signos e coloridos que circundam o mural reproduzem os diferentes aspectos de nossa saudável pluralidade cultural. A união dos participantes aliada aos seus conhecimentos técnicos fizeram com que de perto pudéssemos ver um painel coletivo, mas de longe pudemos observar um mural e composição única.
Deneir de Souza Martins
Artista plástico e Arte Educador
Com relação ao mural produzido pelos integrantes das oficinas, o resultado foi muito impactante, principalmente pelo fato de ter sido orientado por um artista com a experiência de Jorge Duarte. No primeiro momento, vi no centro do mural, de forma quase abstrata, a imagem de uma geringonça rodeada por vários signos com muita força expressiva e visual. A composição não se limitava apenas a imagens elementares apresentando ótima expressão gráfica e utilizando temas, formas, texturas e cores fortes, predominando várias tonalidades de vermelhos, laranjas e amarelos. Os signos e coloridos que circundam o mural reproduzem os diferentes aspectos de nossa saudável pluralidade cultural. A união dos participantes aliada aos seus conhecimentos técnicos fizeram com que de perto pudéssemos ver um painel coletivo, mas de longe pudemos observar um mural e composição única.
Deneir de Souza Martins
Artista plástico e Arte Educador
Por
GERINGONÇA
às
12:13
0
comentários
Marcadores: Realejo ArtesAndAndo
